Nem todos os projetos que fazemos na Pisos Elevados Brasil são obras novas. Boa parte é mudança de layout em empresa que já está funcionando.
O cliente liga porque a equipe cresceu, porque o departamento mudou de andar, porque o piso está velho e ele quer outro acabamento. E a primeira pergunta é sempre a mesma: quantos dias eu vou ficar parado?
Quando já existe piso elevado no andar, a resposta costuma ser: um ou até nenhum.
Para dar uma referência concreta: uma alteração de layout em 100 m² leva de um a três dias. Sem paralisar equipe. O cliente realoca o time daquele trecho, e conforme a gente vai liberando área, as pessoas voltam para os seus postos. Parte desses trabalhos a gente faz em fim de semana, com a empresa em descanso, e na segunda-feira o andar está pronto.
Isso não acontece porque a nossa equipe é rápida. Acontece porque alguém, anos antes, decidiu deixar um vão embaixo do piso.
O que aconteceria sem ele
Imagine a mesma mudança num andar de construção tradicional, com contrapiso maciço e instalações embutidas.
Para mudar a posição de um ponto elétrico ou de dados, quebra-se piso. Isso significa demolição de contrapiso, entulho, pó e ruído, e depois disso o caminho de volta: reparo, novo contrapiso e acabamento.
E aqui entra o item que decide a conta. Só a cura do cimento nos mesmos 100 m² leva de sete a quinze dias. Esse prazo não se negocia, não se acelera com mais gente na obra e não depende da competência de ninguém. É química.
Some a isso a demolição, o tempo de execução e o fato de que nada disso convive com escritório ocupado. A comparação deixa de ser entre poucos dias e algumas semanas. Passa a ser o quanto custa a sua operação parada.
É por isso que, em muita empresa, o layout não muda quando precisa mudar. Muda quando a empresa consegue parar.
O setor lá fora tem uma palavra para isso
Em inglês, essas mudanças recorrentes de ocupação têm nome próprio: churn. São as alterações, acréscimos e remanejamentos que um escritório faz ao longo da ocupação, e que ninguém consegue prever individualmente, embora seja certo que vão acontecer.
O mercado americano mede o custo disso. Um guia de construção sustentável da prefeitura de Seattle cita o caso do Departamento de Proteção Ambiental da Pensilvânia, em que o custo de churn por funcionário caiu de 2.500 para 250 dólares depois da adoção de piso elevado, mobiliário ajustável e climatização regulável. O mesmo material registra que o custo adicional do piso elevado é compensado pela eliminação de dutos, pela economia de material ao longo da vida útil e pela flexibilidade de configuração.
No Brasil essa conta raramente é feita, porque a mudança de layout entra como despesa avulsa, uma de cada vez, e nunca é somada.
O ativo é o vão, não a placa
Aqui está o ponto que costuma passar batido em avaliação de imóvel comercial.
A placa é substituível. Cliente nosso troca placa metálica antiga por placa nova, muda o revestimento, moderniza o acabamento inteiro do andar. Isso é reforma de superfície.
O que não se improvisa depois é o vão técnico. Ele precisa ter sido previsto no projeto: altura de laje a piso acabado suficiente, nível de soleira, rampa ou degrau na entrada, portas dimensionadas para a cota final. Quando isso existe, o andar aceita mudança pelo resto da vida útil. Quando não existe, cada mudança vira obra.
Dois imóveis com a mesma área, a mesma localização e o mesmo padrão construtivo podem ter custos de ocupação muito diferentes ao longo de dez anos. Um deles absorve reorganização. O outro cobra demolição por cada uma.
Essa diferença não aparece no preço inicial do metro quadrado. Aparece depois, uma mudança de cada vez.
A importância da decisão no momento certo
Na Pisos Elevados Brasil, atendemos desde o consumidor final, o cliente que comprou uma sala de 30 m² e quer ajuda para escolher o sistema, até grandes construtoras que já concebem o projeto com a flexibilidade que o piso elevado vai permitir ao longo dos anos.
Ainda assim, vemos com frequência projetos executados sem previsão de piso elevado em ambientes que claramente pediriam o sistema. Às vezes porque quem comprou não tinha como saber e deixou o empreiteiro escolher a “melhor opção”. Às vezes porque quem especificou ou executou não conhecia o sistema o suficiente para considerá-lo.
Nos dois casos a decisão é tomada por omissão, e ela é definitiva. Pé-direito e cota de soleira não se refazem depois que o prédio está pronto.
É por isso que trabalhamos o sistema completo: apoio à especificação, fornecimento e instalação. Atendemos especificadores, arquitetos e engenheiros, tiramos dúvidas de projeto e temos dado palestras sobre o tema, porque ele continua pouco difundido no Brasil. Não é falta de interesse do mercado. É falta de informação disponível.
Resumo
No mercado imobiliário, estamos acostumados a perguntar quanto vale cada metro quadrado.
Talvez também devêssemos começar a perguntar quanto vale um metro quadrado que consegue acompanhar as mudanças de quem o ocupa.
Bruno Nakamura
Pisos Elevados Brasil